Golpe atual tem como objetivo acabar com o legado de Jango e Vargas

Fonte: Rede Brasil Atual

Para o jornalista João Franzin, da Agência Sindical, a mudança do nome oficial do “Minhocão”, elevado no centro de São Paulo que agora homenageia o ex-presidente João Goulart, é importante “porque repõe a memória histórica”. Relacionando o contexto atual com a história, Franzin afirma que o golpe que afastou Dilma e instalou o governo interino de Michel Temer tem como objetivo acabar com o legado trabalhista não apenas da era Lula e Dilma, mas de Jango e Vargas.

“Tem três questões na mira: desmontar a CLT, quebrando o direito dos trabalhadores; privatizar setores da Previdência e entregar o pré-sal. CLT, Previdência Social e Petrobras tem tudo a ver com a história de Jango, de Getúlio e dos trabalhistas”, detalha Franzin, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

“Costa e Silva (segundo general da ditadura, que antes dava nome ao elevado) efetivamente não teve nenhuma contribuição para o povo de São Paulo e a Nação brasileira. Pelo contrário, teve um papel que nos envergonha. Já o Jango, não. Ele tem uma trajetória limpa, progressista, democrática. Está sendo feita Justiça 45 anos depois (da obra)”, compara o diretor da Agência Sindical.

Franzin destaca como legado de Jango a valorização do salário mínimo, a instituição do 13º salário e a defesa das reformas bancária e agrária, no bojo das reformas de base, que serviram de estopim para o golpe conservador, em 1964.

O jornalista é um dos organizadores da Caminhada Cívica por Jango e pela Democracia, que vai ser realizada no próximo domingo (14), com concentração às 8h30, na Rua Doutor Cesário Mota Jr., 561 (Pizzaria da Sara). Ao fim do ato, está previsto um ato público/artístico no Largo Padre Péricles, em Perdizes, na zona oeste da capital paulista.

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