Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, discursa hoje (21), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), sobre a necessidade de a comunidade internacional adotar meios pacíficos para resolver controvérsias. O discurso dele ocorre no momento em que há o agravamento da crise na Síria e os riscos de confrontos armados entre Israel e o Irã. Para o Brasil, é essencial respeitar o chamado princípio diplomático da responsabilidade de proteger.
Patriota pretende defender que o ideal é intensificar os esforços da comunidade internacional em utilizar todos os meios não violentos para a proteção de civis e lembrar que quaisquer ações militares têm de ser autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O chanceler deve ressaltar que, em caso de ações militares internacionais, a ONU determinará que a atuação tem de ser operacional e temporal – ou seja com prazo definido -, estabelecendo também a necessidade de monitoramento e avaliação de resoluções que autorizem intervenções. Para o governo brasileiro, como último recurso deve ser usada a força, desde que antecedida por criteriosa análise.
Na semana passada, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução contra a Síria recomendando o fim da violência na região e a adoção de medidas democráticas, o Brasil apoiou a medida e apelou para a preservação dos direitos humanos e o fim das violações cometidas na região.
Em novembro de 2011, a representante do Brasil na ONU, embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, encaminhou carta à Secretaria-Geral das Nações Unidas sobre o princípio da responsabilidade de proteger. O documento, intitulado Responsabilidade Enquanto Proteger: Elementos para o Desenvolvimento e a Promoção de um Conceito, sintetiza a posição brasileira sobre situações de crise.
No texto, o Ministério das Relações Exteriores ressalta que a responsabilidade de proteger baseia-se em três pilares. O primeiro identifica o Estado como o principal portador da responsabilidade de proteger as populações contra o genocídio, os crimes de guerra, a limpeza étnica e os crimes contra a humanidade.
O segundo pilar destaca que o papel da comunidade internacional em prestar cooperação e assistência para permitir que os Estados (países) desenvolvam as capacidades locais que permitirão cumprir essa responsabilidade.
O terceiro pilar, que se aplica a circunstâncias excepcionais e quando as medidas previstas no primeiro e segundo pilares falham, permite à comunidade internacional recorrer à ação coletiva, de acordo com as normas e procedimentos estabelecidos pelas Nações Unidas.
Fonte: Agência Brasil
Comentários (0):
Comentar:
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Liberdade e autonomia sindical é tema de congresso estadual da CUT
17/05/2012
O encontro também vai debater a necessidade do fortalecimento da representação da central em todo o estado
Estudante que ofendeu nordestinos é condenada em São Paulo
17/05/2012
A juíza negou argumentação da defesa de que se tratava de uma posição política
Metroviários de São Paulo rejeitam proposta e ameaçam entrar em greve
17/05/2012
A categoria ainda espera novas propostas do Metrô e uma solução negociada para a campanha salarial
País avançou no combate à homofobia, mas preconceito ainda é grande
17/05/2012
No Brasil, foram documentados 260 assassinatos de gays, travestis e lésbicas em 2010
Servidores ocupam ministérios da Saúde e do Trabalho para reivindicar melhorias salariais
17/05/2012
Os trabalhadores reivindicam reestruturação dos planos de carreira e o reajuste salarial e do vale-alimentação
Dilma inaugura nova unidade da Unifesp em Diadema na sexta-feira
17/05/2012
Obras custaram R$ 8,2 milhões e beneficiarão 2,3 mil alunos em seis cursos
Algo errado aconteceu:
Por favor, insira um email válido.