Produção industrial sobe em junho, mas cai 9% no primeiro semestre

Fonte: Rede Brasil Atual

A produção industrial cresceu 1,1% de maio para junho, no quarto resultado positivo seguido na comparação mensal. Mas em relação a junho do ano passado, a atividade cai 6%, na 28ª taxa negativa consecutiva, mas a menos intensa em um ano, segundo o IBGE, que divulgou os resultados na manhã de hoje (2). No primeiro semestre, o setor tem retração de 9,1% ante igual período de 2012. Em 12 meses, cai 9,8%, queda mais intensa desde outubro de 2009 (-10,3%).

De acordo com o instituto, nos quatro meses de crescimento na taxa mensal o setor acumulou crescimento de 3,5%, mas recuperou apenas parte da queda registrada ao longo de 2015. Assim, “encontra-se 18,4% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013”.

No mês, a atividade industrial aumentou nas quatro categorias econômicas e em 18 dos 24 ramos pesquisados. Um destaque foi o desempenho positivo do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 8,4%. Entre os que caíram, produtos alimentícios teve retração de 0,7%.

Em relação a junho de 2015, o movimento foi inverso, com queda nas quatro categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 53 dos 79 grupos e 59% dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE. As principais influências negativas vieram de indústrias extrativas (-12,5%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,2%). “A primeira foi pressionada por minérios de ferro, enquanto, na segunda, a pressão veio de óleos combustíveis, álcool etílico, óleo diesel e naftas para petroquímica”, diz o instituto.

Também registram queda na comparação anual produtos alimentícios (-3,3%), produtos de metal (-12,7%), produtos de minerais não-metálicos (-9,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,3%), entre outros.

Nos primeiros seis meses de 2016, novamente houve queda nas quatro categorias. Foi registrada retração em 23 dos 26 ramos, 64 dos 79 grupos e 73,3% dos 805 produtos. O segmento de indústrias extrativas cai 14% e o de veículos automotores, 21,2%.

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