🔴 057 – Oxente, Bixiga! Fernanda Vargas e Daniel Fagundes

Fernanda Vargas
Filha de pai boliviano e mãe cearense, nascida em São Paulo, mãe do Taiguara, traz nas suas pesquisas os temas das migrações, mobilidades e da memória.
Pesquisadora, mestre em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC, com a tese “Bixiga-Mombaça: entre lugares, percursos e memórias” (2019), onde investigou a presença de muitos nordestes, na região do Bixiga (SP), região conhecida pela presença italiana, reivindicada na sua memória negra e indígena. Nesta pesquisa realizou também a viagem do Bixiga para Mombaça (CE) e Sobral (CE), estendendo a área da pesquisa a partir das relações entre estas cidades.
Em 2015 fundou, com Daniel Fagundes, a “Caramuja – pesquisa, memória e audiovisual” onde dirigiu o documentário “Oxente Bixiga” (2020), com Daniel Fagundes extrapolando a pesquisa mencionada acima, para caminhos que somente no audiovisual seria possível percorrer. O documentário foi exibido no Festival Internacional de Caruaru e premiado como melhor roteiro no Festival Internacional de Santos (2021).
Foi produtora do documentário “O olhar de Edite” (2021), dirigido por Daniel Fagundes, sobre Dona Edite, mulher negra, migrante mineira em São Paulo, que passou por movimentos sociais de base e que no começo dos anos 2000, perdeu a visão e foi se adaptando a enxergar pelos olhos da poesia, tornando-se diva do sarau da Cooperifa. Antes foi co-roteirista no documentário “A primeira boca, a primeira casa: relatos sobre o novo batuque de umbigada” (2015), realizado pela Associação Cultural Cachuera! e dirigido por Daniel Fagundes.
Atualmente atua como assistente técnica do Sesc São Paulo (2014 – 2020). Também coordenou o Núcleo de Formação do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, onde organizou o livro “18 anos, 20 histórias”, com histórias de 18 jovens sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e reflexões de ativistas da defesa de direitos e pesquisadores (2009).

DANIEL FAGUNDES é cineasta, educomunicador e poeta, com formação técnica pelo SENAC São Paulo e pós graduação em tecnologias na aprendizagem. Co-fundador do coletivo/produtora social Caramuja Pesquisa, Memória e Audiovisual, dedicada à produção e disseminação de mídia educativa, sócio cultural e a pesquisa no campo da memória e cultura popular. Tem como currículo a produção e direção de uma série de documentários, ficções e curtas experimentais, a maior parte deles em parceria com o coletivo Núcleo de Comunicação Alternativa entre 2005 e 2015. Já com a Caramuja realizou o documentário “A primeira boca, a primeira casa” de 2015, sobre a renovação da tradição do Batuque de Umbigada no interior paulista, e também “Oxente Bixiga!” sobre a memória nordestina no bairro da Bela Vista e “O olhar de Edite” sobre a poetisa Dona Edite, diva da Cooperifa. Seu mais recente projeto é o curta “Sobre Pardinhos e Afrocaipiras” a ser lançado ainda em 2021.

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