ENTREVISTA ESPECIAL: O Jornalismo de cativeiro, com José Arbex Jr.

José Arbex Júnior é jornalista e escritor brasileiro. Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1982), em 2000, obteve seu doutorado em História Social sob orientação de Nicolau Sevcenko com “Telejornovelismo – mídia e história no contexto da Guerra do Golfo”. É professor do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Chefe do Departamento de Jornalismo da mesma Universidade. É também docente da Escola Nacional Florestan Fernandes. Já foi professor da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero‎ (2001 – 2002).

Começou sua carreira como jornalista na editoria do semanário trotskista O Trabalho, ligado à Organização Socialista Internacionalista (OSI), a qual atuava no meio estudantil com o nome de “Liberdade e Luta” – Libelu). Posteriormente, trabalhou por vários anos no jornal Folha de S. Paulo, chegando a ser o responsável pela editoria internacional (“Mundo”). Deixou a Folha em 1992, por discordar da linha editorial do jornal.

Foi editor-chefe do Brasil de Fato, criado em 2003 durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, mas em 2010 deixou o Conselho Editorial, acusando o jornal de ser “politicamente subordinado ao lulismo”.

Foi editor especial da extinta revista Caros Amigos.

É autor e coautor de vários livros e capítulos de livros. Escreveu também livros didáticos e juvenis. Seus trabalhos se destacam pelo conteúdo crítico, aí incluída a crítica do jornalismo e dos grandes veículos de comunicação de massa:

“Vi a cobertura da Guerra do Golfo – eu era editor da Folha – e eu vi o absurdo que era os caras cobrirem a guerra e dizerem que não tinha nenhum morto – quando hoje se sabe que morreram pelo menos 150 mil. E aí eu fiz para mim mesmo duas perguntas: primeiro, como eles fazem para falsificar a cobertura inteira de uma guerra? E segundo, como eles fazem para que o povo acredite na cobertura falsificada – que é a parte mais importante. Quer dizer, é relativamente fácil explicar a cobertura. O que é difícil é explicar como alguém acredita que se bombardeiam, por 40 dias seguidos, 4,8 milhões de habitantes e ninguém morre. Isso tinha que ser explicado. Eu comecei a perceber que a mídia fazia cada vez mais parte da estrutura do poder. A mídia era o poder. Não o quarto poder. Ela é o poder.”

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